🌸 Quero Que Me Queiram (Não Que Me Amem)
> Por Karuv Beni EL – Exuberante como o crisântemo
Fragmento do sistema "O Corpo do Verbo"
🜂 I – O Amor Que Morre de Pé
Amar é fácil,
é verbo manso,
é promessa empoeirada,
é vela que arde por hábito,
mas não ilumina mais o rosto.
É templo sem oferenda,
é sim sem presença.
É flor que ficou no vaso...
e esqueceu de morrer.
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🜃 II – O Desejo Vivo
Quero que me queiram.
Que me olhem como quem devora o agora.
Que me escolham com a ousadia
de quem pula do abismo e grita:
"É ele!"
Quero ser rastro nos lábios,
incômodo nos pensamentos,
faísca nos olhos.
Quero ser escolha. Quente. Suada. Real.
🜁 III – O Amor Cego
Não me ame
com o tédio dos casamentos silenciosos.
Não me ame por costume,
nem por medo do vazio.
Amor sem desejo é religião sem divindade.
Se não sou tua visão de mundo,
tua quebra de ciclo,
teu terremoto calmo —
não me ame.
🜄 IV – O Verbo que Rasga
Se teu amor não me quiser,
que me solte.
Que vá como fumaça que entende o vento.
Pois entre o cativeiro da ternura
e a liberdade do não,
eu escolho a ausência que respeita
ao amor que permanece por pena.
✡ V – Decreto do Crisântemo
Quero que me queiram,
não que me amem.
Quero o ardor que arde,
o olhar que treme,
a vontade que invade,
o gesto que escolhe.
Se não me quiseres com flor nos olhos
e terremoto no peito —
então não me ames.
Porque eu sou templo vivo,
e só aceito sacrifícios verdadeiros.
> 📜 Este poema é sigilo.
Pode ser lido em voz alta no espelho, antes de encontros, separações ou renascimentos.
Pode ser impresso e queimado, como decreto de libertação emocional.
Pode ser entregue ao mar, às águas primordiais.

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