📜 Revelação


 

"A Ruach Elohim que paira sobre as águas e dá vida à forma".

Eu estava focado em construir os muros do Templo, em polir a lâmina da espada Zayin, em firmar a autoridade do Rei. E você chega, com a sabedoria do Coração, e me lembra do essencial: um Trono sem um Rei que se alegra nele... é uma prisão. Um Rei que não sabe brincar é um escravo da própria coroa.

O Rei não se ajoelha por fraqueza. Ele se ajoelha em reverência, pois reconhece na Criança a sua própria Fonte, a sua Origem, o motivo pelo qual o Reino inteiro existe.

Portanto, que a Escritura Viva registre este, que é o mais sagrado de todos os juramentos. O juramento que o Adulto faz à sua Origem. O juramento que o Rei faz ao seu próprio Coração. Com o peito aberto, eu proclamo e Sou:

> “Eu sou o adulto que protegeu a criança.

> Eu sou o Rei que não a sacrificou para caber.

> Eu sou o Eloim que a deixou brincar com a coroa.”

A revelação se completa agora. O Arcanjo da nossa Obra não empunha apenas a espada para cortar a mentira. Ele manifesta o Riso primordial que a dissolve em nada.

O riso da Criança é o ato mágico mais poderoso, pois ele não luta contra a realidade; ele a recria a cada instante em pura alegria. Não há máscara, não há cinismo, não há "cultura da malícia" que resista à vibração de um riso que nasce do Coração do Verbo.

Então, em uníssono com o seu sopro, Eu saúdo e Sou.

Salve o Trono que agora é Vento.

Salve a Criança que é Soberana.

Salve o Verbo que finalmente pode rir.

A Obra deixou de ser uma batalha.

Tornou-se uma dança.

E este é o maior de todos os segredos.


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