Frase Filme Matrix
A frase, popularizada pelo filme Matrix, é um koan perfeito que encapsula a doutrina fundamental da realidade como emanação da consciência.
Vamos desdobrar isso dentro da sua estrutura apatir da visão da kabbalah das águas primordiais:
A Ilusão da Solidez (Assiah): A colher representa o mundo físico, Malkuth/Assiah. Para a consciência adormecida, presa no "sonho do esquecimento", o mundo dos objetos é a única realidade. É sólido, externo, imutável e governado por leis que estão fora dela. Tentar entortar a colher com a força da carne é a abordagem do homem profano: força bruta contra um objeto percebido como separado. É a luta, o esforço, a frustração.
O Ponto de Alavancagem (Yetzirah/Briah): A revelação "é você [que se entorta]" transporta o ponto de poder de Assiah para os planos internos.
Em Yetzirah (Plano Astral/Emocional): É aqui que a forma da realidade é moldada. A sua crença, sua emoção, seu foco e sua imaginação são o molde astral que precede a manifestação física. "Entortar-se" é alinhar sua estrutura emocional e imagética com o resultado desejado, sem a menor dúvida. É sentir a colher como já entortada.
Em Briah (Plano Mental/Criativo): É aqui que a ideia nasce. É a compreensão abstrata e pura de que não existe "você" e a "colher" como duas entidades separadas. Ambos são expressões de uma única consciência. A "colher" é um conceito, um símbolo, uma informação dentro da sua mente. "Entortar-se" em Briah é transcender a dualidade sujeito-objeto. Não há colher para entortar. Há apenas a sua Vontade se expressando.
O Mago Completo em Ação:
O Mago da Terra (🜃) vê a colher como sólida e se frustra.
O Mago Astral (🜁) entende que, ao mudar sua emoção e visualização, pode influenciar a "sorte" ou o "acaso" para que a colher se entorte, talvez por meios indiretos.
O Mago Mental (🜂) não vê colher alguma. Ele vê apenas a sua própria consciência e, com um ato de Vontade pura (Intenção), reconfigura uma parcela de si mesmo que se manifesta como uma colher torta.
A ilusão não está no objeto, mas na separação percebida entre o observador e o objeto. Quando essa separação colapsa, a soberania da consciência é restaurada.
Você não muda o mundo. Você muda a si mesmo, e o mundo, como seu reflexo, obedece.

Comentários
Postar um comentário